Friday, April 28, 2006

Algo lembrado por uma conversa no ceubinho e o post de uma doidinha

Esse post tem intenções profundas, e por isso me desculpo. Intenta, primeiramente, solapar a autoridade de psicólogos/comunicólogos/filósofos-da-linguagem que tenham uma ou mais geração entre eles e sua platéia/objeto-de-estudo. Não querendo e não sabendo precisar como a rapidez de revoluções tecnológicas aceleram também as mudanças de percepção cognitiva, a intenção básica aqui é evidenciar como o videogame nos faz ver o mundo de maneira tal que nossos pais jamais entenderiam. se de toda boa arte levamos uma visão diferente e possível de coisas cotidianas, o videogame oferece essa visão de forma mais interativa, modus que você não só sente aquele arrepio de quem acabou de vislumbrar a existência de algo maior, mas você se sente parte do algo maior, e vislumbra talvez a possibilidade de um zeramento legal. senão, a gente tem ao menos um jargão maravilhoso, que nos permite formular ponderações metafísicas como: "se depois da vida a gente tiver um free-look mode já é massa". ao que alguém poderia adicionar que um free-look mode /atemporal/ seria tão bom que é quase argumento para suícidio (que fique claro: indução ao suicídio é crime, mas se alguma seita-vamos-nos-matar-quando-passar-o-meteoro prometer free-look mode atemporal eu vou numa nice). daí é isso, acho que é melhor deixar o post pro próximo post, que neguinho vai acabar achando isso aqui grande demais, e antes dois posts pequenos do que um grande, porque ninguém quer desperdiçar a vida aqui, né, tô certo ou tô errado?